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EXTENSÃO

Estudantes aprendem sobre compostagem em oficina da UFG

Projeto fortalece redes de aprendizagem e estimula autonomia dos estudantes

Por Lisbeth Oliveira e Jade Ticks
22/10/2026 às 09:00 • 4 min leitura
Estudantes aprendem sobre compostagem em oficina da UFG
Projeto leva conhecimento sobre compostagem a estudantes de escolas públicas. Maria Eduarda da Silva Lima

Estudantes do nono ano da Escola Municipal Professor Aristoclides Teixeira participaram, na manhã da última segunda-feira (19/10), de uma oficina de compostagem promovida pelo Projeto de Extensão "Compostagem Comunitária: a contribuição da comunicação no processo" (Compô), da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da Universidade Federal de Goiás (UFG).

A atividade foi realizada no Jardim Pompéia, próximo ao Campus Samambaia, em Goiânia. A ação teve a presença de integrantes do projeto e da coordenadora, professora Lisbeth Oliveira. Também participaram da oficina os estudantes Jade Ticks e Maria Eduarda Lima, do curso de Jornalismo; Rafael Lima, da Engenharia Ambiental; Rubens dos Santos Filho, pedagogo e mestrando da Faculdade de Artes Visuais (FAV); e as voluntárias Erlane Regina Silva, Shirlei Nunes e Lanucy Dias Cardoso.

A oficina começou com uma apresentação circense de Ronald Mercado, conhecido como Ronnie, artista do Centro de Educação, Profissional, Artística e Cultural Basileu França. Antes do recreio, Ronnie apresentou suas habilidades como equilibrista e malabarista aos alunos e à comunidade escolar.

Durante a atividade, os estudantes também comeram melancia levada pelo grupo — fruta que tem acompanhado as últimas oficinas do projeto e que marcou a inauguração da composteira.

Atividade foi realizada no Jardim Pompeia, em Goiânia.
Atividade foi realizada no Jardim Pompeia, em Goiânia. Maria Eduarda da Silva Lima

Depois as duas turmas de nono ano seguiram para a área externa da escola, onde já existe uma horta construída pelo Projeto Raízes do Saber, que atua na implantação de hortas em escolas públicas de Goiânia, com apoio do gabinete do vereador Edward Madureira.

As atividades reuniram cerca de 50 estudantes e contaram também com a participação de Marta Regina, funcionária da escola responsável pelos serviços gerais. Ela, porém, abraçou especialmente o cuidado com a horta por gostar da atividade. Agora, será Marta quem irá liderar a manutenção da composteira junto aos alunos — uma estrutura que ela já imaginava como complemento para o espaço da horta.

Durante a oficina, ministrada por Jade Ticks, os estudantes conversaram sobre o conceito de compostagem, se já conheciam a prática e quais são os organismos responsáveis por fazer com que ela aconteça. Embora muitos ainda não conhecessem o termo, alguns contaram que suas mães ou avós já colocavam cascas de ovos e de frutas próximas às hortas de casa para ajudar a adubar as plantas.

A proposta da Compô é partir desse conhecimento cotidiano e mostrar como esses resíduos podem ser destinados a um espaço próprio, cercado e dimensionado de acordo com a quantidade de resíduos orgânicos produzidos pela escola. A conversa também abordou o caminho percorrido pelo lixo doméstico e a realidade de sobrecarga dos aterros sanitários de Goiânia, que recebem resíduos da capital e de municípios vizinhos.

A professora e coordenadora do projeto, Lisbeth Oliveira, também conversou com os estudantes sobre como os hábitos de consumo agravam ainda mais a poluição ambiental, tanto pelo aumento do descarte quanto pelos impactos ambientais envolvidos na produção dos bens de consumo. A discussão incentivou os alunos a refletirem sobre as diferentes realidades presentes na cidade.

As atividades também partiram da ideia de que cada pessoa é um sujeito na cidade, com o direito de conhecer a realidade em que vive, discordar e agir em favor das mudanças que considera necessárias. Nesse contexto, a compostagem aparece como uma prática simples, mas capaz de reduzir a quantidade de resíduos encaminhados aos aterros, diminuir impactos ambientais e contribuir para um ambiente mais saudável, além de produzir composto que pode ser utilizado no cultivo de alimentos orgânicos e no cuidado com o solo.

Informações sobre o projeto e as próximas ações podem ser acompanhadas pelo Instagram da Compô.

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