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AUDIOVISUAL

Mulheres debatem desafios e representatividade no cinema

Encontro virtual a partir do documentário "Memórias para Colorir" discutiu diversidade e desigualdade de gênero

Por Anna Júlia Moreira
23/10/2026 às 17:35 • 3 min leitura
Mulheres debatem desafios e representatividade no cinema
Capa do documentário "Memórias para Colorir". Reprodução

A presença feminina no cinema e os desafios enfrentados pelas mulheres na produção audiovisual foram temas de um debate realizado na última quarta-feira (21/10), pelo Instagram, a partir do documentário Memórias para Colorir. Com o tema "O feminino e o feminismo na cena", o encontro reuniu profissionais de diferentes áreas para refletir sobre a participação das mulheres no audiovisual.

A conversa foi mediada pela diretora do documentário e arquivista da Universidade Federal de Goiás (UFG), Heloísa Esser, e contou com a participação da cineasta Ana Sanz, formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF); da produtora Cecília Brito, da Rensga Produções; e da advogada Amanda Souto Baliza, formada pela UniEvangélica.

O cinema aborda diferentes questões e perspectivas e, no debate, foi destacada a importância de falar sobre o público feminino para a ocupação desses espaços. Na abertura, Heloisa abordou a importância de abrir espaço para discussões voltadas ao público feminino e às pautas da comunidade LGBTQIA+, em prol de um mundo melhor e mais democrático.

Ana Sanz destacou a importância de contratar e proporcionar diversidade às equipes. Segundo ela, a ampliação dessa diversidade nos bastidores se reflete no que o público vê nas telas, já que o setor foi dominado por uma hegemonia masculina. Para a cineasta, o cinema tem a potência de chegar às pessoas e ampliar os debates.

"O cinema é necessariamente uma arte coletiva; não se faz cinema sozinho. O audiovisual tem sido novamente um campo de expressão e de mobilização muito forte, e acho que ele tem cada vez mais essa potência de chegar às pessoas nas suas intimidades, nas suas casas, e de ampliar os debates, e também o contrário, de fazer debates de retrocesso", afirmou.

A produtora Cecília Brito deu continuidade à fala de Ana e relatou a dificuldade de ser ouvida por ser mulher, apesar da evolução nos últimos anos. Ela ressaltou a importância de manter a atenção a esses casos, já que ainda há quem desmereça as mulheres ou as coloque em posição inferior apenas pelo gênero. "De forma geral, a gente ainda enfrenta muitos machismos, mesmo que com outra abordagem".

Por fim, Amanda defendeu que o Direito seja visto e construído a partir de uma ótica antidiscriminatória e feminista, como ferramenta de transformação social. Ela alertou que, embora o Direito defenda os valores da Constituição, esses direitos não estão garantidos de forma permanente. "Só pensando na evolução do país de forma coletiva a gente consegue atingir um mundo mais justo", declarou a advogada.

Memórias para Colorir é um filme sobre a importância da história e da diversidade na existência humana. O projeto foi contemplado pelo Edital 2/2023 de Produção Audiovisual (Longa-Metragem Documentário) da Lei Paulo Gustavo.

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