Evento discute transformação digital no ambiente construído
Evento reuniu mais de 550 participantes para debater o uso de novas tecnologias nos processos construtivos
A área de construção civil tem se destacado por avanços em materiais, tecnologia e gestão, com importantes contribuições da pesquisa científica e tecnológica no processo de construção das edificações e, consequentemente, das cidades. Para destacar esse avanço ocorreu entre 14 e 16 de outubro, em Goiânia, o Encontro Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ENTAC). A abertura foi na quarta (14/10) e reuniu professores, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e profissionais do setor.
Promovido pela Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (ANTAC) em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), o encontro debate, nesta edição, a transformação digital no ambiente construído. Entre os temas trabalhados no evento estiveram a transformação digital como inteligência artificial, impressão 3D, BIM – Building Information Modeling, realidade virtual e aumentada e construção industrializada.
Segundo os coordenadores, Helena Carasek e Oswaldo Cascudo, o evento busca acompanhar o ritmo contemporâneo. Eles defendem que as tecnologias fazem parte do processo construtivo e, por isso, merecem destaque na programação.
A diretora da Escola de Engenharia Civil e Ambiental (EECA), Maria Carolina Brandstetter, também ressaltou que a proposta é discutir a transformação digital do ambiente construído. “Por mais que a tecnologia avance, a produção do conhecimento continua sendo essencialmente uma construção humana e coletiva”, afirmou. A expectativa, segundo ela, é que o encontro inspire novas ideias e continue estimulando pesquisas.
A universidade tem um grande papel na pesquisa, na inovação e em projetos de impacto. A reitora da UFG Sandramara Matias Chaves comentou sobre a importância do diálogo entre a academia e o setor produtivo para propor novas ações. “A universidade hoje desenvolve um trabalho nas diferentes áreas do conhecimento por meio de diferentes projetos de pesquisa de ponta, ações de extensão, ações de ensino e de inovação. Este encontro nacional vai ao encontro daquilo que hoje é uma discussão presente nos contextos formativos, nos contextos da sociedade, que é a utilização das novas tecnologias”, afirmou.
A mesa de abertura teve a participação do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Marcos Arriel, presidente da ANTAC, Edna Possan; e, do presidente do Serviço Social da Indústria da Construção (Seconci), Bruno Alvarenga de Menezes.
Da Indústria 4.0 à 5.0
A palestra de abertura, “Digitalização no contexto da Indústria 5.0”, foi ministrada por Patrícia Tzortzopoulos, professora da Nottingham Trent University, no Reino Unido. Ela também lidera o grupo de pesquisa “Be Smart”, voltado ao desenvolvimento de um futuro sustentável.
Durante a palestra, a pesquisadora explicou as diferenças entre as Indústrias 4.0 e 5.0. Segundo ela, o foco da 4.0 é a digitalização e a melhoria da eficiência dos processos industriais. Já a 5.0 surge como reação ao foco excessivo na digitalização e propõe uma abordagem centrada nas pessoas, sustentável e resiliente, que coloca os trabalhadores no centro do processo produtivo e busca alcançar objetivos sociais, além da geração de empregos e do crescimento econômico.
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